homero

1 Mero Desplugado #4 -Maneiríssimos Bermudões

 O seriado “Os Normais” sem sombra de dúvidas é o programa de comédia brasileiro mais brutal de todos os tempos. Muito mais do que foram, por exemplo, os seriados “Casseta e Planeta” e “A Grande Família”.

            Não que o “Casseta e Planeta” tenha sido um seriado ruim, não não era. Todo mundo lembra do “chocolate comprimenta” ou do escritor nordestino “Arriando sua sunga”. Eram bons esquetes de comédia.

            Do mesmo modo, “A Grande Família” não era também ruim, muito porque, ela possuia dentro de si o personagem mais complexo enigmático e mais humano de toda teledramaturgia nacional, o taxista Agostinho Carrara.

            Entretanto, nada supera “Os normais” no quesito de comédia iconoclasta. No seriado Os normais era possível encontrar piadas com praticamente qualquer assunto. Existiam piadas com gays, com esteriótipos de negros bandidos, com gordos nojentos, com o temperamento explosivo, contraditório e histérico das mulheres, com o esteriótipo de homens burros escravos do desejo sexual etc.

            Piadas que hoje você acharia graça mas que na hora seu cérebro vai mandar você parar de achar graça porque afinal, você manipulado pelo mecanismos totalitários indiretos de controle de conciência, do chamado politicamente correto. E, por isso, você irá rir e se sentir culpado. Mas voltando.

            O seriado mostrava a vida de um casal de noivos, o Rui e a Vani. Em um dos episódios, o seriado faz uma crítica muito precisa ao quen viria a se tornar a pós modernidade consumista.

            Nesse episódio o Rui está em um shopping com a Vani olhando uma bermuda para comprar.

            Dentro da vitrine existia umas bermudas e, em cima das bermudas dizia em uma placa “Maneiríssimos Bermudões”. A Vani aponta os bermudões para o Rui e diz para ele comprar mas, o Rui diz que não quer e explica para ela que ele quer um bermudão normal.

            Talvez, segundo minha interpretação, o Rui olhando os “Maneiríssimos Bermudões”, se da conta de que todo mundo compra aqueles bermudões só porque eles são maneiríssimos. Todo mundo entra e compra um bermudão maneiríssimo e, por isso, o bermudão maneiríssimo se torna algo comum, algo banal, algo trivial e que nada faria a não ser remover seu senso individualidade, transformando-o em mais um cara igual aos outros.

            Mas, mesmo assim, Rui decide entrar na loja e a crítica bem humorada do seriado se dá quando o casal pergunta ao vendedor: “Olá, então, eu quero comprar um bermudão, será que você teria algum bermudão assim não tão maneiríssimo?”

            No fim das contas a crítica do seriado é uma crítica que se dá ao pensamento moderno, onde o senso de individualidade das pessoas é algo fabricado pela indústria do consumo. E, por isso, nada tem de individual a não ser a ilusão da individualidade.

            Você compra coisas para tentar exercer a sua individualidade mas, fazendo isso, você acaba sendo na verdade igual a todos os outros que acharam que o desenvolvimento da individualidade humana se dá através do consumo.

            É por isso que todo mundo parece tão igual. Todo mundo se veste de um modo parecido, todo mundo viaja de um modo parecido e todo mundo pensa de um modo parecido. Isso ocorre porque a nossa concepção de vida individual se transformou em um produto do sistema.

            A mesma coisa ocorre inclusive com pessoas que se dizem contra a cultura. Eu já cansei de ver nos cursos de humanas pessoas que se diziam diferentes por serem contra a cultura mas que, dentro do curso de humanas, eram todas iguais.

            As mesmas mulheres de cabelo azul cortado com máquina do lado, os mesmos homens vestidos como revolucionários e assim por diante. Mesmo em um cenário onde as pessoas se dizem contra o sistema elas agem como o sistema quer que elas ajam.

            No fim das contas, a individualidade talvez, olha só que interessante, seja algo individual. Ou seja, a individualidade é algo que você alcança sendo aquilo que você decide que você tem que ser, e não aquilo que as grandes corporações querem que você pense que você quer.

            Em um modo mais simples, pense com a sua própria cabeça e não deixe ninguém pensar por você.

            Acho que esse é um dos motivos pelo qual eu acho que a modernidade é algo tão tedioso. Tudo é muito incrível na modernidade, a modernidade está cheia de bermudões maneiríssimos e, todo mundo compra eles. Por isso tudo é tão incrível mas ao mesmo é tudo chato porque é tudo igual. É um ssentido existencial fabricado, não orgânico, artificial e estéril.

            Eu vivo minha vida últimamente a procura de bermudões não tão maneiríssimos, uma bermuda simples, mas que eu goste e me sinta bem. Talvez o futuro cyberpunk esteja correto afinal. Teremos muita riqueza, muita tecnologia mas, espiritualmente seremos cada vez mais pobres, cada vez menos nós mesmo e cada vez mais aquilo que grandes corporações querem que nós sejamos.

            Mas e porque isso? Porque tudo parece tão especial?

            A resposta curta e grossa é a seguinte: Tudo parece tão especial porque o sistema quer quer você deseje comprar.

            O modo que o sistema usa para te convencer a comprar coisas inúteis é fazendo essa coisa inútil parecer útil e especial para você e, existe uma grande máquina de progaganda que toca todo esse projeto de alterar a tua percepção da realidade.

            É por isso que os produtos que você compra são todos coloridos, com pessoas sorrindo e se divertindo na embalagem, para enganar teu cérebro e fazer teu inconciente pensar que ali está a tua felicidade.

            Como nós humanos temos o desejo natural por buscar a felicidade (eudaimonia) ao atrelarmos a ideia de felicidade à um produto começamos a desejá-lo e começamos a trabalhar para buscar adquirir esse produto.

            Mas e porque isso? Porque o sistema quer que nós trabalhemos para ele? Essa é uma pergunta complexa que exige um pouco mais de detalhamento no que diz respeito à condição humana.

            Mas é o seguinte: a humanidade tem a miséria como sombra existencial. Basta ser humano para ser miserável, todos nós somos de algum modo miseráveis. Nós como humanos nascemos como seres de falta, seres que faltam coisas, nascemos incompletos e, por isso, miseráveis.

            Nascemos carentes, indefesos e com frio. Não é como um lobo, que nasce já sabendo correr, se defender e com um casaco de pele completo em todo corpo.

            Essa condição de miséria causa angústia e causa em alguns humanos, o senso de que é preciso superar isso, que é preciso superar a condição insuperável da miséria existencial humana.

            As pessoas que coordenam o sistema querem que você trabalhe para elas porque através do seu trabalho elas conseguem enriquecer a si mesmas e às suas famílias dinásticas e assim, através de uma bolha artificial, alguns poucos humanos conseguem superar a condição de pobreza material, serem ricos e, por tanto, um pouco menos miseráveis.

            Usando uma metáfora bíblica, você trabalha para construir um jardim do éden artificial na terra, para que algumas pessoas e suas famílias vivam se enganando de que não são miseráveis mas, são tão miseráveis quanto todos nós afinal, não há como fugir da condição humana. Tentar fugir da miséria é como tentar fugir da sua sombra.

            O sistema não se importa com você, o que ele se importa é que você continue produzindo, que você continue trabalhando, que você continue desejando e que você siga aquilo que eles querem que você siga para que assim, eles constroem seus paraísos particulares na terra.

            É por isso que tudo é “tão especial”, é por isso que na modernidade é tudo incrível, é por isso que sempre vai haver algo que você pensa que você precisa para encontrar a sua felicidade. Eles precisam escravizar a sua alma para que assim consigam também escravizar o seu corpo. Eles precisam que você deseje algum produto porque assim você vai trabalhar para ele e vai enriquecer a centralidade do sistema.

            E isso é só o que eu posso falar sobre o sistema. Eu não vou citar nomes, pessoas, famílias ou grupos de investimento e sociedades secretas. Esse pessoal é muito perigoso, alguns dizem que sejam servos diretos de Lúcifer na terra, cuja função é afastar as pessoas do caminho de Deus.

            Existe uma guerra entre céu e inferno pela sua alma e, a propaganda e a indústria do consumo fazem parte disso, são ferramentas do sistema que mexem com o teu subconsciente e que tentam todos os dias a sua alma. Por hoje é isso, tenha uma boa semana. Deus te abençoe e jamais compre um bermudão maneiríssimo.

1 Mero Desplugado #3 – O que é o “Totalismo Liberal”

            No episódio de hoje eu vou te explicar o que é o totalitarismo liberal.

            Eu sei que o termo soa estranho, meio contraditório. Afinal, como pode haver totalitarismo no liberalismo?

            A primeira coisa que você tem que entender é que, ao contrário do que comumente se pensa, o sistema liberal não permite tudo. A liberdade de expressão não é absoluta dentro do liberalismo.

            O sistema liberal permite que você fale muitas coisas mas, certos assuntos dentro de um lugar, que aqui chamarei de núcleo sólido do sistema, não podem ser falados.

            Tudo aquilo que está fora do núcleo sólido do sistema, você pode falar. Ou seja, nesse sentido a liberdade dentro do sistema liberal é uma liberdade negativa.

            Negativa no sentido que você pode falar qualquer coisa, desde que o assunto NÃO esteja dentro do núcleo duro.

            Se o que tu falar estiver fora, no núcleo liquido do sistema tudo bem, você vai conseguir falar e não terá problemas. Agora se você falar algo que esteja dentro no núcleo sólido, você vai ser censurado.

            Dentro do núcleo sólido, existem os “não-assuntos”. Que, se eu entendi direito como funciona o liberalismo, são as bases de sustentação do sistema todo.

            Acho que fica mais fácil de entender com um exemplo.

            No sistema liberal você NÃO pode falar contra a democracia. Isso porque a democracia é uma base do sistema.

            Então, sempre que você falar contra a democracia o sistema vai te cortar, porque é um assunto do núcleo sólido. Você precisa NÃO permitir esse assunto porque esse assunto pode derrubar o sistema. Ok?

            O núcleo sólido, as vezes de tempos em tempos, sofre uma influencia do núcleo líquido e, de tempos em tempos, assuntos são colocados e tirados de dentro do núcleo sólido.

            Por exemplo, antigamente nos EUA você podia ser racista, o núcleo sólido permitia, hoje não mais. O racismo foi colocado para dentro do núcleo sólido e hoje, se você for racista o sistema vai te punir.

            Algum ouvinte agora talvez esteja pensando: “Qual o problema disso Homero? Qual o problema de não poder falar contra e democracia e não poder ser racista? Eu não vejo problema nenhum Homero.”

            Eu devo concordar contigo ouvinte. Eu também não tenho problema em proibir as pessoas de falarem contra a democracia e também não tenho problema em proibir o racismo.

            Só que o sistema possui uma falha muito grande, que é a seguinte: o que acontece quando se joga dentro do núcleo sólido algo que não deveria estar lá?

            Nesse caso, vai se gerar uma injustiça porque pessoas que não deveriam ser punidas acabarão sendo. E, na minha opinião, esse é o principal problema da democracia contemporânea.

            Hoje vivemos em um mundo onde o núcleo sólido do regime liberal se expandiu de um modo tão grande que quase não há espaço mais para o núcleo líquido. Ou seja, ao contrário do que Zigmund Baumann pensava, o sistema liberal não está se liquefazendo, é exatamente o contrário, está se solidificando.

            Existem vários assuntos que foram jogados para dentro do núcleo sólido. Vou citar um só, um que acho que não vai me causar tantos problemas, o chamado “Discurso de ódio”.

            Hoje em dia, os assuntos que caem na categoria discurso de ódio estão dentro do núcleo duro, ou seja, são assuntos que se você falar você vai ser atacado pelo sistema que, vai te censurar afirmando assim estar te protegendo de conteúdos nocivos.

            O problema é que, dependendo da interpretação, praticamente qualquer coisa que você fale pode cair nessa categoria.

            E dai você entra na seguinte questão: quem afinal, decide o que é discurso de ódio? Afinal, a expressão “discurso de ódio” é uma expressão genérica, vaga e de múltiplas interpretações.

            Eu respondo: quem vai decidir é uma grande corporação privada de tecnologia.

            Isso só reforça um ponto que eu venho falando já há muito tempo, no mundo liberal quem controla tudo não é o povo, quem controla tudo são as grandes corporações. E no caso do Brasil é pior ainda, pois são grandes corporações alienígenas, as chamadas ETNs (na linguagem do Adriano Benayon), as empresas transnacionais.

            Ou seja, quem controla o que pode e o que não pode ser dito no Brasil pelos brasileiros são grandes corporações estrangeiras e, se elas não gostarem do que você disse, você será enquadrado por discurso de ódio.

            E o problema não termina aí. Se você questionar isso, você também será censurado pelo sistema liberal. Isso porque, a defesa da propriedade privada está também dentro do núcleo sólido do sistema, é uma das bases do sistema.

            Digamos que você comece a se perguntar: “Só porque esses engravatados são os donos das empresas isso dá a eles o direito de decidir o que será e o que não será falado em meu país? Quem foi que deu a eles esse direito? Só porque a empresa é deles eu tenho que dizer o que eles pensam?”

            Se você fizer isso e tiver repercussão, você será cortado do sistema. Existem coisas que você não pode questionar no mundo liberal e, a propriedade privada como valor absoluto e inflexível é uma delas.

            E aí que você começa a entender o que Dugin chamava de totalitarianismo liberal.

            Elas, as corporações de tecnologia, decidem o que você pode ou não dizer. Elas, decidem qual deve ser sua postura na internet e, se elas não gostarem de você, elas vão usar algum termo genérico como “discurso de ódio” e você será privado de uma vida virtual no lugar onde todos estão, dentro delas, das empresas de big tech.

            E, como o humano possui uma natureza tribal, é quase como se você fosse um exilado de sua tribo. Banido por questionar, banido por apontar que existe um elefante na sala.

            Se isso foi feito com o presidente dos EUA, porque você acha que não irá acontecer contigo?

            E o mais incrível sobre isso no Brasil é que, se você questionar e quem sabe levantar a ideia que essas grandes empresas deveriam ser regulamentadas, daí vai vir um liberal e vai dizer para ti que não pode.

            Provavelmente um liberal que se diz liberal na economia e conservador nos costumes, olha que legal.

            O cara defende a liberdade econômica e, por defender a liberdade econômica ele acaba por defender empresas que lá na frente, acabarão atacando ele mesmo. É quase como se alguém protegesse filhotes de cobras.

            Dai a cobra cresce, morde o cara e ele vai reclamar. Vai dizer que “são os comunistas”. Ele não vai ver que são grandes corporações liberais oprimindo ele e a cultura do Brasil, isso porque ele foi doutrinado virtualmente para pensar desse modo.

            Entenda ouvinte, o processo de doutrinação não ocorre somente por professores de história e filosofia maconheiros sojados veganos lula livre, as grandes corporações também podem e também te doutrinam para que tu pense do modo que elas querem que tu pense.

            O brasileio médio foi doutrinado para ver todos os problemas da vida dele em outros lugares mas não nas ETNs. Ou seja, existe um sistema feito para que você não veja que existe um elefante na sala.

            Não que eu odeie o liberalismo e que eu seja contra o liberalismo. Acho que o liberalismo trouxe muitas coisas boas para a humanidade, muitos avanços.

            Só que o liberalismo de hoje é um liberalismo muito diferente do que o liberalismo foi no passado. No liberalismo do passado o núcleo sólido do sistema era muito pequeno e, esse sistema servia para garantir a sua liberdade de expressão.

            Hoje, o liberalismo transformou-se em um monstro que cada vez mais se expande e cada vez mais te priva de liberdades. Cada vez mais você tem menos assuntos que você pode falar e, cada vez mais, grandes corporações alienígenas expandem sua capacidade de ditar o que pode e o que não pode ser dito no debate público brasileiro e mundial.

            O liberalismo moderno, muito diferentemente do liberalismo clássico, transformou-se em uma forma moderna de totalitarismo. A diferença do totalitarismo clássico para o totalitarismo liberal é que no liberal quem manda em você é uma ETN e não o estado.

            Mas, tanto no totalitarismo liberal quanto no totalitarismo clássico, se você não andar na linha, se você não tiver as opiniões que as ETNs querem que você tenha, você será atacado fortemente sem dó nem piedade pelo sistema.

            A vida as vezes é muito irônica. Antigamente o liberalismo garantia a tua liberdade, hoje o liberalismo é uma das principais forças que te priva dela. Do mesmo modo, também ironicamente, a rede social que mais garante a liberdade dos usuários hoje  é o telegram, uma rede social russa. Rússia essa que, no passado, era o principal adversário da liberdade nos tempos da guerra fria.

            Nem toda mudança é boa, hoje a chamada sociedade aberta está cada vez mais fechada, cada vez mais sólida e nosso futuro é sombrio, caminhamos a passos largos para uma realidade cyberpunk onde grandes corporações controlarão as nossas vidas.   Mas ei, pelo menos não é o estado te controlando né amiguinho ancap?

1 Mero Desplugado #2 – Os dois lados da mesma moeda

            O pensamento liberal trabalha em um sistema dialético de esquerda e direita que era referido por Enéas como “os dois lados da mesma moeda”.

            Nesse roteiro eu vou explicar a minha interpretação de o porquê eu acredito que Enéas pensava desse modo.

            O Enéas nunca escreveu nenhum livro de filosofia política, contudo em seus livros de política prática e em suas diversas palestras ele jogava muitas informações sobre o que ele pensava e, essas informações nos permitem por indução chegar mais ou menos ao que ele quer dizer sobre isso.

            É importante que eu não sou o dono da verdade e o interpretador oficial do pensamento do Enéas, eu sou só um mero filósofo tentando entender o pensamento dele.

            Afinal, o que é essa moeda? E o que são esses dois lados?

            A moeda é o sistema liberal e os lados são as correntes morais do liberalismo.

            Mas como pode a esquerda e a direita serem a mesma coisa? Como assim os dois lados da mesma moeda.           

            Como é possível que tanto  Lula quanto  Bolsonaro sejam os dois lados da mesma moeda? Como pessoas tão diferentes representam a mesma coisa? Estaria Enéas errado?

            Não. Ele não estava. O pensamento do Enéas é um pensamento muito bem articulado que, em minha opinião, não abre muito espaço para paradoxos.

            Então, quando ele diz que esquerda e direita são os dois lados da mesma moeda, ele realmente quer dizer isso.

            A grande verdade é que tanto Lula quanto Bolsonaro possuem uma coisa em comum que os aproxima muito: ambos defendem o liberalismo.

            “Ainnn, o Lula não é liberal.”

            “Aiinnn, o Bolsonaro não é liberal.”

            Tanto Bolsonaro quanto Lula são liberais. Ou seja, eles fazem parte da mesma coisa, do liberalismo que, na metáfora do Enéas, é a moeda.

            Não há grandes diferenças na pauta econômica do Lula com relação do Bolsonaro nem do Bolsonaro com relação ao Lula. Os dois em termos práticos defendem a mesma coisa: um mundo liberal onde grandes corporações privadas exercem o poder e controlam a vida dos brasileiros.

            Contudo, eles estão em lados opostos da moeda e, a diferença fundamental dos dois se revela na questão moral.

            No caso do Lula, o petista possui uma pauta moral mais progressita. Defende pautas coloridas, boa tarde a todos, todas e todes meus querides amigues, etc. Uma patua que é uma merda que ninguém aguenta mais.

            Já o Bolsonaro possui uma pauta moral conservadora, contra o kit gay, contra doutrinação ideológica etc. Eu lembro que em 2018 eu não aguentava mais ver ele enfiando o dedo dentro daquela porra daquele livro lá das crianças.

            Eu ficava vendo aquilo e pensando “Deu já Bolsonaro, vai arrombar tudo a criança com esse dedo. Pare homem.

            PC Siqueira deve até ter gostado. Mas voltando ao assunto, só o que muda neles é a pauta moral, a pauta econômica é a mesma.

            Em ambos os casos ouvinte, não importa quem você votar, o que importa é que um liberal será eleito. É por isso que, no Brasil a esquerda e a direita são os dois lados da mesma moeda.

            As vezes me perguntam quem eu acho que vai ganhar em 2022. Eu não sei a pessoa, mas sei que será um liberal.

            Em 2022, será eleito um liberal no Brasil, assim como foi sempre desde a constituição de 1988. Nunca houve desde 1988 um presidente que não tenha sido pró liberalismo e, até a constituição ser refeita, nunca haverá.

            Por isso que, esquerda e direita são os dois lados da mesma moeda. Por mais que você tenha a liberdade democrática para escolher entre o Lula ou o Bolsonaro a sua liberdade não é uma liberdade de fato.

            Ela não é de fato porque o sistema feito pela constituição de 1988 existe para que sua escolha pelo não liberalismo econômico seja uma escolha impossível. Não importa em quem você vote, um liberal será eleito.

            Ainda na metáfora do Enéas, você é livre para escolher o lado, mas não é livre para escolher outra moeda para jogar. Você está jogando com a moeda que te foi dada e que tu foi obrigado a usar.

            Você não pode escolher outra moeda. E, por não poder escolher outra, sempre o resultado será o mesmo: liberalismo econômico.

            Ao entender que o pensamento de esquerda e direita fazem parte da mesma moeda, ou seja, que são dois lados dialéticos do pensamento liberal, muita coisa também pode ser entendida. Coisas que acontecem com o brasileiro.

              A briga entre esquerda e direita faz parte do processo todo. É comum vermos na internet pessoas de um lado brigando com o outro e vice versa. Essas brigas possuiem vários objetivos e, entre eles existe um muito importante.

            Para que você se distraia e não veja que existe um elefante na sua sala.

            Adriano Benayon, um economista teórico do nacionalismo contemporâneo via isso com um grau de clareza muito grande: tanto a esquerda quanto a direita existem do modo que existem porque são ferramentas interessantes nas mãos daqueles que querem nos dominar.

            Enquanto o brasileiro estiver um brigando com o outro por causa de esquerda e direita o povo brasileiro continuará enfraquecido, vulnerável e sucetível a ser explorado por potências colonizadoras alienígenas.

            Como bem dizia Bautista Vidal, outro teórico do nacionalismo contemporâneo, o processo de dominação brasileiro, que tem como objetivo final conseguir recursos naturais e alimentares a baixo custo, é um processo que não é só econômico, mas sim também um processo informacional, cultural e mental.

            É mais fácil de dominar um povo dividido do que dominar um povo unido, bem como dizia Caio Júlio César, um político romano, divide et impera. A divisão do povo brasileiro, estimulada no ínicio dos anos de 2010, por mega corporações liberais de tecnologia, faz parte do processo.

            Elas, as detentoras do controle da infosfera brasileira, estimulam diariamente através do controle dos algoritmos que nós brasileiros briguemos uns com os outros. O objetivo é gerar o caos político no país para que, assim, fique mais fácil de sermos dominados.

            Veja o que aconteceu pós 2013. Em que a sua vida e a vida dos seus conhecidos melhorou de lada para cá? O caos institucionalizado fez com que passássemos quase uma década parados no tempo enquanto que, outros países se desenvolveram. Por causa da armadilha da moeda liberal, paramos no tempo.

            Aqui, talvez deva eu dizer um pouco minha opinião de filósofo nacionalista brasileiro sobre o liberalismo. Eu não tenho nada contra o pensamento liberal ou a democracia contanto que ela seja algo benéfico aos brasileiros.

            Isso meio que vale para todas as ideologias e formas de governo, contanto que funcione e seja bom ao brasileiro, para mim está bom. Na minha opinião, a ideologia deve servir ao povo e não o povo deve servir a ideologia.

            O que eu quero dizer é que, se o liberalismo econômico fosse algo bom ao Brasil, provavelmente eu seria a favor do liberalismo porque o bem do Brasil deve ser sempre o critério de todo aquele brasileiro que se diz nacionalista.

            Infelizmente, nos últimos anos, eu vejo que o pensamento liberal tem se tornado um problema e uma trava muito grande ao progresso nacional. Disso não quer dizer que eu seja alguém contra a democracia. Se você entendeu isso na minha fala você é um infradotado de merda que provavelmente escuta Francisco El Hombre final de semana tomando Itaipava quente com os amiguinhos. Pare com essa merda, volte para o seu quarto e vá ouvir Molchat Doma.

            O que eu estou querendo dizer é que para a democracia ser algo bom ela precisa ser um motor incentivador do progresso nacional e não uma âncora que nos impede de seguir em frente como país.

            A democracia brasileira precisa urgentemente mudar, se aprimorar e servir ao progresso do Brasil. Caso isso não aconteça, infelizmente, ela estará com seus dias contados. Isso porque, a situação brasileira irá continuar piorando até que vai chegar um ponto no qual as pessoas não verão mais valor no liberalismo e, daí em diante, é só um pulinho até aparecer alguém para derrubar o sistema.

            E sobre a queda da democracia no Brasil, não vai ser com Bolsonaro. O Bolsonaro, entenda bem isso, não é contra o sistema ele é uma face do sistema, um lado da moeda. O Bolsonaro é útil ao liberalismo e, enquanto ele for útil, ele vai continuar governando.

            Tem gente que diz por aí que ele vai dar um golpe, eu acho isso uma bobagem. A grande verdade é que o Bolsonaro é a pessoa que os liberais queriam colocar no poder e, por isso que ele está lá.

            O Bolsonaro não é anti sistema, ele É o sistema. O que te faz pensar que ele é anti sistema é porque você não se deu conta que só o que aconteceu foi a moeda ter mudado de lado. A moeda continua a mesma.

            As bases do sistema, o pensamento liberal, continua sem serem questionadas no Brasil tanto por ele quanto por seus seguidores. E, isso é especialmente grave porque tanto o Bolsonaro quanto seus seguidores se dizem cristãos.

            Tanto o liberalismo quanto o comunismo, qualquer pessoa com mais de dois neurônios sabe, são sistemas anti-Deus mas tanto o Bolsonaro quanto seus seguidores, só apontam e só veem o diabo no lado comunista.

            Não há dúvidas que o Diabo existe do lado comunista mas também, o Diabo não existe só do lado de lá, ele existe também do lado de cá, no mundo liberal. Mas enfim, esse é assunto para outro vídeo.

            Voltando à minha opinião pessoal. Filosoficamente falando, eu não pre proponho aqui a ser antiliberal como Aleksandr Dugin, só o que eu tenho me proposto a fazer nesse canal é levantar questionamentos para que o brasileiro veja o liberalismo de um modo crítico, assim como o brasileiro vê o comunismo.

            As pessoas no Brasil atual creem, ao meu ver corretamente, que o comunismo é ruim. Ok, eu também acho. Contudo, o brasileiro atual ainda está afundado na esperança que o liberalismo é a solução do Brasil e que através dele chegaremos ao progresso.

            Na minha opinião, e não só na minha, o Enéas também pensava assim, o liberalismo é, assim como o comunismo, uma forma de dominação. São modos de dominações diferentes, mas, de qualquer modo, você será controlado. Seja por políticos no caso do comunismo ou seja por grandes corporações privadas no liberalismo.

            Os dois lados da mesma moeda é isso, mais uma forma de dominação. É te dado a ilusão de uma escolha, a ilusão de que você participa do processo decisório mas, a verdade, é que o teu voto não importa muito. A cada quatro anos, um liberal será eleito no Brasil. Você não pode escolher outra moeda, só o que te sobra, é escolher o lado.

1 Mero Desplugado #1 – Basta Qverer

Basta querer, do latim Basta Qverer.

            O basta querer é uma expressão satírica criada no grupo VRP-JPBF e que hoje é amplamente difundida em diversos grupos e submundos da internet.

            A expressão basta querer tem como objetivo fazer uma crítica bem humorada a uma determinada linha de pensamento, presente no imaginário brasileiro.

            Essa linha de pensamento segue a ideia de que o sucesso ou o fracasso de um indivíduo no Brasil é majoritariamente ditado pelo desejo desse indivíduo de vencer.

            Ou seja, se você não venceu é porque você não quis o suficiente. E, o contrário também é válido, se você venceu é porque você quis vencer o suficiente.

            Essa linha de pensamento, muito comum em brasileiros que tiveram seu cérebro doutrinado digitalmente pelo liberalismo, tem como principal falha a incapacidade de ver que muitas vezes, por mais que se queira vencer, a vitória é impossível.

            Então, na visão de alguém basta quererpillado. Ou seja, de quem tomou a basta querer pill. A sua vitória ou a sua derrota na vida depende só de você mesmo.

            O basta quererpillado ignora as lições do Enchiridion, um livro do filósofo estoico Epictetus.

            Nesse livro, Epictetus mostra que existem na vida coisas que estão e coisas que não estão em nosso controle. Para o filósofo, o homem deve buscar se preocupar somente com aquilo que está em seu controle.

            A distinção entre o que está e o que não está sob o nosso controle é totalmente ignorada pelo basta quererpillado que, em seu delírio esquizofrênico, acha que toda a realidade material do cosmos pode se dobrar a vontade daquele que quer o suficiente.

            Essa visão basta quererpillada, em minha humilde e ignorante opinião, tem suas origens no pensamento iluminista que, ao negar a realidade cristã, coloca o homem como o centro do universo e a medida de todas as coisas (assim também pensava o sofista grego Protágoras).

            Ou seja, como o homem é o centro de tudo, pode o homem tudo aquilo que ele quiser. A realidade não importa, o que importa é o querer humano. Se você quiser vencer, basta querer.

            O basta quererpillado, por estar totalmente controlado e bitolado com a ideologia liberal, ignora totalmente as condições materiais e a condição de miséria existencial do humano pós queda do éden.

            Me pergunto aqui, meio sem resposta, se o basta quererpillado pensa desse modo porque é realmente ignorante (ignorante no sentido de ignorar a realidade) ou se a ideia do basta querer é um mecanismo de defesa mental construído para conseguir suportar a condição de miséria existencial humana.

            Nesse caso, o basta querer seria aquilo que entendemos como um coping. Entraremos na ideia de coping em um futuro texto então, se você não entendeu essa parte, fique tranquilo.

            Mas, além de poder ser coping e além de poder ser o resultado da ignorância, o basta querer pode ser mais uma coisa, uma ferramenta de dominação.

            Apartir do momento que se implanta na cabeça de uma pessoa que a vitória ou a derrota dela depende cem por cento de seu querer, remove-se aí toda e qualquer responsabilidade alheia com relação a vitória ou ao sucesso daquela pessoa.

            Exemplificando, se você queria abrir um negócio e não conseguiu a culpa é sua que você não quis o suficiente. Nesse caso, você aceita a sua derrota porque você acredita que ela é culpa sua e não rebela contra o sistema anticristão.

            A culpa de você não ter conseguido abrir um negócio é sua, e não dos anões de gringotes que te cobram 450% ao ano em empréstimos bancários.

            A culpa de você não ter conseguido abrir um negócio é sua, e não de uma máquina burocrática brasileira infernal que te impede de gerar valor.

            A culpa de você não ter conseguido abrir um negócio é sua, e não de você nascer em um país propositalmente desindustrializado e colônia agrícola de superpotências internacionais.

            Nesse sentido, o basta querer é sim uma ferramenta mental de dominação, uma ferramenta que existe para que você não se rebele e continue trabalhando em um sistema anticristão e que, por ser anticristão, é também um sistema antihumano.

            É importante ressaltar que, os críticos do basta querer não devem nunca cair para o lado oposto do basta querer, que é o modo marxista de ver a responsabilização humana sob seus atos.

            O marxista acredita que a vontade individual conta em absolutamente nada para o sucesso ou o fracasso de alguém, o que, na minha opinião, é algo tão ou até mais errado que a visão do liberal.

            O liberal peca por achar que o humano tem controle absoluto dos seus resultados e, o marxista peca por achar que o humano não tem controle nenhum.

            Aqui, temos mais uma vez a sabedoria de Aristóteles se manifestando: a virtude é o meio termo entre dois extremos.

            A verdade é que temos sim algum controle sobre nossas vidas mas, também não temos um controle absoluto. Controlamos algumas coisas e algumas outras coisas não.

            Não se sinta péssimo se você tentar vencer e não conseguir. Também, não seja um preguiçoso que põe sempre a culpa de seus fracassos nos outros.

            A vida é muito mais complicada do que parece e não existem boas soluções simples para problemas complexos.

            Você pode se esforçar para caralho na empresa que você trabalha, vestir a camisa da empresa. Você pode trabalhar todos os dias da semana até fora do horário de trabalho na empresa. Você pode ser o melhor funcionário, ser melhor até que o chefe.

            Contudo, isso não é garantia nenhuma que final do ano você será promovido. É provavel que no final do ano quem seja promovido seja o filho do dono da empresa.

            Sim, aquele maconheiro de merda que chega atrasado, que briga com os clientes e que trabalha numa má vontade que certamente o levaria à demissão caso ele não fosse filho de quem ele é.

            Nesse caso, o seu querer não importa de absolutamente nada na sua promoção, nesseo caso, você está jogando um jogo de cartas marcadas.

            Mas, em alguns casos, o você se esforçar vai sim te levar a bons lugares e aí entra a questão do γνῶθι σεαυτόν.

            Cabe a você entender em quais casos você tem controle sobre o sucesso e quais casos você não tem. E, aqui novamente voltamos ao estoico Epictetus.

            O bem viver é viver sabendo o que temos e o que não temos sob o nosso controle e como devemos agir diante do que está ou não está em nosso controle.

            Por hoje é isso, muito obrigado e que Deus tenha misericórdia dessa nação.

Att. Homero Damo

Ep. 121 – O ESFACELAMENTO DA NAÇÃO (PARTE 4) – LEITURA COMENTADA

Episódio final das minhas leituras comentadas sobre o livro o esfacelamento da nação, do prof. dr. Bautista Vidal.

Ep. 120 – O ESFACELAMENTO DA NAÇÃO (PARTE 3) – LEITURA COMENTADA

Essa é a terceira parte do livro o esfacelamento da nação, do prof dr. Bautista Vidal. 00:00 Assuntos diversos. 13:00 Assunto de capa

Ep. 119 – LEITURA DE E-MAILS #7

No episódio dessa semana eu falo um pouco sobre o talibã e também leio alguns e-mails que os ouvintes mandaram. Escuta aí.

Ep. 118 – A visita da CIA ao Brasil

No episódio dessa semana eu comento sobre a visita recente que a CIA fez ao Brasil. Foi um assunto pouco noticiado e eu não queria deixar isso passar em branco sem fazer minhas considerações.

Ep. 117 – O Colapso das Democracias

No episódio dessa semana, eu dou continuidade a alguns comentários meus sobre a obra “A república” do Platão. Nesse episódio, Platão mete a real no sistema democrático te mostrando porque, desde 375 a.c. esse regime não funciona. 00:00 – Intro 00:50 – Disclaimer 10:04 – Assustos Diversos 35:05 – Assunto Principal

Ep. 116 – NACIONALISMO É QUAL LADO?

No episódio dessa semana eu tento responder uma pergunta que sempre me fazem e que fazem rotineiramente a quem se identifica com o pensamento nacionalista. Afinal, o nacionalismo é algo de esquerda ou direita?

Minutagem:

00:00 – Assuntos diversos

25:03 – Assunto de capa

Ep. 115 – LEITURA DE E-MAILS #5

No episódio dessa semana do meu podcast eu leio uns e-mails enviados pelos ouvintes, e era isso. É um episódio mais leve que os anteriores, mais fácil de ouvir. Se alguém quiser me enviar e-mails para o próximo, me envie para 1meroemail@gmail.com

Ep. 114 – GUERRAS HÍBRIDAS (Leitura Comentada) – ANDREW KORYBKO

No episódio dessa semana eu faço uma leitura comentada de um livro que eu li no começo desse mês. É um livro de um nacionalista russo que fala sobre guerras de quarta geração. 00:00​ – Assuntos diversos 25:00​ – Leitura comentada

Ep. 113 – O ESFACELAMENTO DA NAÇÃO (PARTE 2) – LEITURA COMENTADA

No episódio dessa semana do meu podcast eu continuo a leitura comentada do livro “O esfacelamento da nação” do Prof. Dr. Bautista Vidal. Demorou só seis meses pra sair esse hahahaha.

Ep. 112 – Padre Envenenado, Mídia Desonesta e “Nacionalismo Nacional”

No episódio dessa semana eu falo sobre o shape do padre Marcelo Horse, a mídia que está apostando contra o Brasil e porque nacionalismo e racismo não combina no contexto brasileiro. 00:00​ – Intro 02:35​ – Padre Envenenado 12:06​ – Mídia contra o Brasil 22:40​ – Assunto Principal (Nacionalismo x Racismo) Te inscreve!

Ep. 111 – Unterseeboot, Mário Sabino e Nacionalismo

No episódio dessa semana eu falo sobe submarinos da segunda guerra mundial e nacionalismo sem bitolar. 00:00 – Assuntos Diversos 12:22 – Unterseeboot 1:00:39 – Mário Sabino 1:12:26 – Rumos do canal e Nacionalismo

Ep. 110 – AGRO É TUDO

No episódio dessa semana eu dou continuidade a um assunto que eu havia tratado no podcast passado onde eu falava sobre o papel do BR no mundo, como um grande produtor de alimentos. Hoje eu comento um pouco sobre os atritos do agronegócio contra os ambientalistas e também sobre o que está por trás do discursos de potências européias contra o Brasil. 00:00 Assuntos Diversos 14:20 Assunto do título

Ep. 109 – O PAPEL DO BRASIL NO MUNDO

No episódio dessa semana eu tento falar sobre o satélite brasileiro e o o papel estratégico do Brasil no mundo.

00:00​ – Assuntos diversos

13:48​ – Assunto de hoje

Ep. 108 – A PERSONALIDADE INTROVERTIDA

No episódio dessa semana do meu podcast eu falo sobre o conceito de personalidade extrovertida e introvertida em Jung. Eu sei que você que me escuta é assim também, então escute aí e pare de ser sasuke/vegeta. Se quiser pular o teste clique em 13:06

Ep. 106 – Leitura de e-mails #5

Nesse episódio eu falo um pouco sobre a ford e leio uns e-mails dos ouvintes.

Ep. 104 – TOP 5 MALAS DO ROCK NACIONAL

Nessa semana eu comento sobre 5 rockeiros brasileiros que são mala. Saiu meio atrasado, mas tem quase duas horas. Um feliz natal pra vocês até a próxima.

Ep. 103 – O CHATO DO VIOLÃO

No episódio dessa semana eu estou chato. Eu fico cagando regras e falando mal de uns podcasts que me deixam meio desgraçado da cabeça. Escuta ai.

Ep. 102 – Me mudei, Drácula e Metas para 2021

Nesse episódio eu falo sobre porque não teve podcast semana passada, eu falo também sobre um livro que eu li essa semana (Drácula) e faço um balaço de final de ano. Escute ae.

Ep. 101 – Leitura de e-mails #4

No episódio dessa semana a ideia era ler uns e-mails mas eu sai em uma tangente e comecei a falar sobre o caso do cara que foi churrascado pelos seguranças de uma rede de supermercados aqui do sul. Mais adiante eu leio os e-mails. Esqueci de upar antes esse episódio no servidor, foi mal galera kkkkk

Ep. 100 – ESPECIAL: Um caso de Miguel Ferrini.

Esse é o episódio numero 100 do meu podcast com a participação de um ouvinte antigo do canal. Escuta aí.

Ep. 99 – Clarkpill e Cultura do Cancelamento

No episódio dessa semana eu falo um pouco sobre uma série que eu estou assistindo e também sobre o caso do cancelamento meio injusto de um engomadinho.

Ep. 98 – SUSTO E SOBERBA

No episódio dessa semana eu comento a estória de um mágico que fez um truque de mágica e o dinheiro das pessoas desapareceu kkkkkk.

Ep. 97 – VIAGEM E DISCUSSÃO SOBRE VACINAS

No episódio dessa semana eu relato como foi minha viagem e minha volta a Pelotas e também falo um pouco sobre essa coisa de se vacinar ou não.

Ep. 96 – LOBO GUARÁ, MINIMALISMO, BICICLETA, MINIMALISMO

No episódio dessa semana eu comento um pouco sobre um político que enfiou dinheiro onde o sol não bate, também falo sobre minimalismo e um acidente de bicicleta e minimalismo de novo.

Ep. 95 – A LETRA DA LEI

No episódio dessa semana do meu podcast eu comento um pouco sobre a decisão de um juiz do STF de soltar um comerciante de farinha.

Ep. 94 – PRODUTIVIDADE E MENTE SAUDÁVEL

No episódio dessa semana eu falo sobre não se sentir produtivo o suficiente e também falo um pouco sobre a loucura que faz parte do ser humano.

Ep. 93 – O ESFACELAMENTO DA NAÇÃO (PARTE 1) – LEITURA COMENTADA

No episódio dessa semana do podcast eu começo uma leitura comentada do livro “O esfacelamento da nação” do Prof. Dr. Bautista Vidal. É um livro que fala sobre tecnocracia onde o autor apresenta uma crítica ao nacionalismo entreguista dos tecnocratas brasileiros.

Ep. 92 – WINDOWS, ARROZ, BRASILEIRO LEITOR.

No episódio dessa semana eu comento uns assuntos banais mas interessantes que eu vi essa semana. Eu falo um pouco mais uma vez do Windows Nunes, do preço do arroz que disparou e de uma pesquisa que diz que o brasileiro lê 4,2 livros por ano.SHOW MORE

Ep. 91 – LEITURA DE E-MAILS #3

No episódio dessa semana eu leio uns e-mails de uns ouvintes, só isso.

Ep. 90 – CASO FLORDELIS

No episódio dessa semana eu falo um pouco sobre o caso da suposta pastora satanista que envenenou e matou o marido com mais de 30 tiros. Episódio bem leve dessa semana hahaha.

Ep. 89 – INTRODUÇÃO AO MASCULINISMO (Parte 3)

Nesse episódio eu continuo minha série sobre gênero masculino. Nessa parte eu falo sobre o papel das frustrações amorosas para o amadurecimento do homem e como os apps de relacionamento acabaram por deixar o homem muito mais vulnerável emocionalmente do que as mulheres.

Ep. 88 – INTRODUÇÃO AO MASCULINISMO (Parte 2)

No episódio dessa semana de 1 Mero podcast, Homero dá continuidade a sua série sobre masculinismo onde ele trata da questão da violência como parte constituinte daquilo que se entende como Homem.

Ep. 87 – INTRODUÇÃO AO MASCULINISMO (Parte 1)

No episódio dessa semana eu começo uma série sobre masculinismo. Nesse episódio eu comento sobre o que é o ser masculino, o que é ser macho.

Ep. 86 – A HUMANIDADE É DIFÍCIL

No episódio dessa semana do 1 Mero Podcast, eu falo sobre vários assuntos aleatórios numa loucura que eu não sei dizer qual é o assunto principal do audio de hoje. Mas acho que no final fez sentido, talvez.

Ep. 85 – ANÁLISE JPBF DA ADMINISTRAÇÃO PAULO GUEDES | 1 MERO PODCAST

No episódio dessa semana Homero levanta uma discussão sobre a direção que está sendo tomada pela administração do ministro da economia o Sr. Paulo Guedes. Em resumo, não cheguei a conclusão nenhuma mas acho que não estou gostando. Acompanhe a reflexão.

Ep. 84 – DICAS SOBRE COMO ESCREVER MELHOR | 1 MERO PODCAST

No episódio dessa semana do 1 mero podcast Homero comenta um pouco sobre literatura. Não sobre obras literárias de um modo geral mas sobre a escrita em si, sobre o actvm de escrever. Ele fala sobre como alguém poderia escrever melhor textos e algumas sugestões que podem ajudar no assunto mesmo que você não queira escrever um romance.

Ep. 83 – LEITURA DE E-MAILS #2

Nesse episódio Homero lê e-mails. Porque Homero está falando em terceira pessoa?

Ep. 82 – PRA QUE SERVE A ARTE?

No episódio dessa semana Homero comenta sobre a arte como um sinal de refinamento existencial humano.

Ep. 81 – UM GUIA PARA A BOA VIDA #2 (LEITURA COMENTADA) #estoicismo

Nesse episódio Homero continua a comentar o livro “A guide to the good life: the ancient art of stoic joy” de Willian B. Irvine. Sobre estoicismo.

Ep. 80 – WHINDERSSON (DENOVO), PC SIQUEIRA E AQUELE CRIME LÁ

No episódio dessa semana Homerão fala sobre o vídeo campeão de dislikes brasileiro e de um cara que supostamente cometeu aquele crime lá.

Ep. 79 – O LADO BOM DO BRASIL

Nesse episódio, Homero reclama da Samsung e tenta falar bem do Brasil.

Ep. 78 – UM GUIA PARA A BOA VIDA #1 (LEITURA COMENTADA) #estoicismo

Nesse episódio Homero começa a comentar o livro “A guide to the good life: the ancient art of stoic joy” de Willian B. Irvine. Sobre estoicismo.

Ep. 76 – VOCÊ NÃO É UM HERÓI

No episódio dessa semana, Homero fala sobre a cultura dos filmes de heróis e porque ele a vê como algo negativo.

Ep. 75 – COMO FAZER O QUE PRECISA SER FEITO

No episódio de hoje Homero reclama de pessoas doutrinadas e comenta um pouco sobre memento mori.